7 horas da manhã. O dia ainda não nasceu. Sigo viagem no alfa pendular com destino ao Porto. Sinto um friozinho na barriga quando viajo, como se fosse sempre a primeira vez.

Cada vez que viajamos a experiência é diferente, mesmo que o destino seja o mesmo. Até podemos fazer exactamente as mesmas coisas, igualzinho sem tirar nem pôr, que o nosso olhar será sempre diferente!

Gosto de viajar, de descobrir novos lugares, novas gentes. Definitivamente, tenho a génese dos nossos antepassados no meu sangue. Daqueles que partiram por esses mares em busca de novos portos onde atracar, novas culturas para conhecer, novos horizontes…

Viagem ao Porto: Rio Douro e Ponte D. Luiz

Fotografia de Ana Rita Noura Silva

Olho pela janela e o sol já dá o ar da sua graça, já nos dá os seus bons dias. Digno de uma fotografia. Lá, naquele horizonte que parece tão distante e tão perto ao mesmo tempo. Naquele lugar que não sabemos muito bem onde é mas que admiramos.

A viagem dura quase 3 horas. Horas em que podemos registar tantos momentos. Tenho por companheira a máquina fotográfica. Ou o smartphone. Algo com que possa registar tudo aquilo que o meu olho vê e pelo qual se apaixona. Porque a fotografia é isso mesmo. É algo de todos e de um só. É algo tão universal e tão particular ao mesmo tempo. Tão de cada um de nós. São memórias que escolhemos captar e que assim ganham mais valor. Eternizam-se.

Viagem ao Porto - Torre dos Clérigos

Fotografia retirada do site pixabay.com.pt

Chego ao Porto e sinto-me aconchegada. O dia passa-se a descobrir cada recanto, cada rua… Vejo uma cidade sombria mas cheia de mistério. Uma cidade com tanto para nos dar.

Desde “a ribeira até à foz” como já se dizia na música de Rui Veloso.

Lembro-me de há uns dias ter visto uma imagem no Pinterest com ideias sobre decoração. E agora, ao caminhar por aqui, vejo nesta cidade todo o potencial para pôr essa ideia em prática!

Exemplo de emolduramento em caixa, retirado do blog “Athletes Abroad”, que pode ser efectuado numa loja Fotosport.

Basicamente, pegamos em objectos simbólicos de uma viagem e emolduramos tudo! Desde as moedas que nos sobraram no fim do dia, aos bilhetes do comboio ou do metro, ao postal que comprámos na lojinha da estação, quando o comboio já estava quase a partir.

Nenhuma recordação se deixa para trás! E todas elas merecem destaque em nossa casa, merecem estar à vista! Se for como eu, há sempre aquele cantinho lá em casa que ainda está meio despido, sem graça, e do qual não sabemos muito bem o que lá pôr. Então está na hora de lhe dar vida!

Quando convidarem os amigos para uma jantarada vai ser garantidamente um motivo de conversa e de avivar boas memórias. E porque não, surpreender também, a nossa cara-metade ou o melhor amigo com uma prenda destas?

Experimente! Ah, e já agora, partilhe connosco o resultado final e quem sabe até, a história da sua viagem, aquela onde tanto fotografou, e onde tanto foi feliz!